Cláudio Castro anuncia renúncia ao governo do RJ um dia antes de julgamento no TSE

Cláudio Castro (PL) anunciou nesta segunda-feira (23) que renuncia ao cargo de governador do Rio de Janeiro, um dia antes da retomada do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que poderia levar à cassação de seu mandato e à declaração de inelegibilidade. 

A carta de renúncia, segundo ele, será entregue "a qualquer momento" na Alerj .

A cerimônia de encerramento do mandato foi realizada no Palácio Guanabara, sede do governo estadual, na noite desta segunda. Castro começou o evento enumerando feitos de seu governo e anunciando que está de saída.

A saída ocorre em meio à crise política provocada pelo processo na Justiça Eleitoral e abre caminho para a realização de uma eleição indireta na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), que escolherá um novo governador para cumprir o mandato-tampão até o fim de 2026.

A renúncia antes do fim do julgamento

O evento de despedida no Palácio Guanabara foi o último movimento político dele na cadeira de governador.

Seu sucessor será escolhido dentro de um mês, em uma eleição indireta, na qual os eleitores serão os 70 deputados da Alerj.

Até lá, o governador interino será o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto de Castro.

Cláudio Castro quer ser senador e, para isso, poderia renunciar até o dia 4 de abril. No entanto, a renúncia já foi oficializada nesta segunda, na véspera da retomada do julgamento que poderia cassar o mandato dele e torná-lo inelegível.

O Tribunal Superior Eleitoral já tem dois votos a zero para condená-lo por abuso de poder econômico e político no escândalo do Ceperj. Cinco ministros ainda faltam votar.

Se Castro renunciasse depois do julgamento, haveria um risco. Em caso de mandato cassado, o povo fluminense precisaria ser convocado para uma eleição extraordinária, direta.

Assim, Castro poderia perder a influência na definição do futuro comandante do estado. Aliados apostam que a saída antecipada de Cláudio Castro também pode ser usada como uma manobra pela defesa dele no TSE

O ex-governador pode alegar que não está mais no cargo e que, por isso, o julgamento para cassá-lo perderia o sentido.

No entanto, o Ministério Público Eleitoral também pede a inelegibilidade. Por isso, alguns especialistas consideram que a medida pode não ter efeito prático, a não ser protelar uma eventual condenação.

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Redação: Jornalismo A Voz do Povo.

Direção: Jornalista Marcio Carvalho






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